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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Love Drunk_Capítulo 06_Restaurante



Capítulo 06–Restaurante

- Como você pode ter se esquecido de passar o protetor solar Nicholas? – disse Selly, batendo no braço ardido de Nick, o que o fez gritar – Ai, desculpa! – disse ela, fazendo uma careta. Logo depois, caiu na risada.
- O que é tão engraçado? – perguntou Nick, quase gritando.
- Você tem muita sorte desse elevador estar vazio. O seu gritinho foi tão… feminino.
- Você é que tem sorte por eu estar assim, porque se não eu…
- Você o quê? Ia me bater? – desafiou-o.
Nick respirou fundo, mas não foi suficiente para controlar seu sentimento, que ele supunha ser raiva. Seu coração acelerara a partir do momento em que Selly começou a rir, assim como ele sentiu seu corpo arder, mas não o ardor dolorido provocado pelo dia todo sobre o sol; era um ardor bom, que o aquecia, sem queimá-lo. Mas isso não era raiva.
- Quer saber, não importa o quanto isso doa… - proferiu ele, enquanto se aproximava de Selly, com o intuito de beijá-la. Ato que foi interrompido pelo som da campainha do elevador, que anunciava que o destino dos dois chegara – Droga! – bufou ele, saindo do elevador em direção ao quarto. Mas, ao abrir a porta, ele não entrou: esperou que Selly chegasse e deixou que ela passasse primeiro, antes de fechar a porta e voltar a falar – Desculpe, eu não devia ter feito aquilo.
- Você não fez nada, não precisa se desculpar. – respondeu Selly, sorrindo – Vem cá, me deixa cuidar de você.
Nick obedeceu e se sentou na banqueta que Selly apontou para ele. Ela buscou um frasco de creme pós-sol, que gastou todo tentando aliviar a dor de Nick. O que não funcionou muito bem.
- Selly, por favor, liga pra Hel. Ela vai saber o que fazer.
- O que foi? Ela por acaso é médica? – desdenhou Selly.
- Liga logo pra ela, antes que eu arda em chamas! – reclamou Nick.
- Liga você.
- Se eu conseguisse encostar em alguma coisa, eu ligaria. Mas não dá! Vai Selly, por favor…
- Ai, tá bom. Cadê seu celular?
- No criado-mudo. É só ir nas chamadas recentes, ela foi a última pessoa pra qual liguei.
Selly ligou para Helga, que recomendou compressas de polvinho para aliviar de vez a dor de Nick. Selly estranhou a voz de Helga, achando ser uma voz envelhecida para ser a da noiva de Nick. Fato facilmente explicado pelo fato de Helga não ser a noiva de Nick, e sim sua governanta, quase sua mãe. Mas Selly desconhecia esse fato.
Ela desceu até o saguão do hotel, onde, na cozinha, conseguiu polvinho e uma bacia com água gelada. Voltou para o quarto e cuidou das quase queimaduras de primeiro grau de Nick, que prontamente já estava bem melhor.
*
- Está melhor, Nick? – perguntou Selly quando ele saiu do banho.
- Muito. Obrigado Selly. Você é um anjo.
- Ah claro…
- É sério! E, pra recompensar seus esforços em me curar, vou te levar para jantar fora hoje.
- Hum, belo pagamento. – após alguns segundos de silêncio, toma coragem para perguntar – Hãn… Nick?
- Sim?
- Posso fazer uma pergunta?
- Além dessa? Claro.
- Quantos anos tem sua noiva?
- A mesma idade que eu, acho… talvez alguns anos a menos. Por quê?
- Por que, quando eu liguei pra ela…
- Você ligou pra Delta? Quando?
- Delta? O nome dela não é Helga?
- Não. Helga é a minha governanta.
- Governanta?
- É. Você achou que…?
- Acho que é melhor eu tomar banho pra nós irmos… - como andava de ré, Selly tropeçou – jantar. – disse correndo para o banheiro.

Ao sair do banho, Selly encontrou Nick dentro de um terno preto, juntamente com uma camisa social azul-claro, calçando seus sapatos. Ela usava um vestido preto, de corte simples e elegante.
- Acho melhor eu trocar de roupa. – disse ela ao ver a elegância do “marido”.
- Por quê? Você está linda assim.
- Você também está lindo. E mais, está muito elegante. O meu vestido é muito simples para sair com você.
- Tudo bem. – disse ele, despindo o paletó e o colete – Agora você está perfeita. Vamos? – disse enquanto abria a porta do quarto.
- Claro. – saíram em direção ao elevador, conversando – O restaurante fica muito longe daqui? Vamos a pé ou de táxi?
- Na verdade, o restaurante fica em um bairro próximo daqui, mas não vamos de táxi. Eu aluguei um carro, que chegou enquanto você tomava banho. Espero que goste.

Nick levou Selly a um restaurante italiano, iluminado somente por velas. A mesa reservada a eles ficava perto da janela, onde recebia uma iluminação extra: das estrelas e da lua cheia.
O garçom logo os atendeu, levando bebidas para saborearem enquanto decidiam o que comeriam.
- Que tal uma macarronada? – sugeriu Nick.
- Você já viu o filme “A Dama e o Vagabundo”?
- Já, e...?
- Definitivamente, macarronada não é um prato muito seguro.
- O que foi? Você está com medo de beijar seu marido?
- Meu marido... Nova piada, é?
Nick não respondeu, pois o garçom já havia voltado para anotar os pedidos.
- Vamos querer macarronada, por favor.
- Nick! – reclamou Selly. Será que ele não ouviu nada do que ela disse?
- Ah claro, desculpe. Vamos querer em um prato só, como no filme da Dama e o Vagabundo, sabe?
- Como queira senhor. – disse o garçom, já saindo.
- Nicholas Jonas! Você é surdo? Eu disse que não queria macarronada!
- Selena Gomez Jonas, não grite no restaurante. Que coisa feia...
- Não me trate como uma criança!
- Então não aja como uma. Se não, vou te pôr de castigo, hein? – disse ele, aproximando sua cadeira da dela.
- O que você vai fazer? Me proibir de assistir desenhos?
- Não. Vou te condenar a ser minha eternamente.
- Adoraria... – sussurrou ela.
- O que você disse? Eu não ouvi.
- Adoraria que você se calasse. O garçom está voltando.
O garçom cumpriu a risca o pedido de Nick, e ofereceu-lhe o cardápio de vinhos. Mas Selly e Nick preferiram tomar mais da bebida oferecida quando eles chegaram. Tal bebida, descobriram, era a famosa caipirinha.
Já a macarronada... Bem, Selly não reclamou mais da escolha de Nick, já que era a melhor macarronada que já tinha comido. Quando estavam quase acabando, aconteceu a cena que Selly tanto “temia”. Mas, antes mesmo do fio de massa ficar esticado, Nick mordeu o macarrão, impossibilitando que o beijo coberto de molho de tomate se concretizasse.


Respondendo aos Comentários:
-=|†|-|ä¡§ ä£/ë§ †††††††: Oh, tadinha de você! Mas quem mandou ser música? O meu violão tá aqui parado há um tempão, mas aposto que você não pode dar um descanso à sua flauta, né? Não fique com ciúmes, eu te amo também (mas é que, ultimamente, a Ruh está mais ciumenta... tá, exagerei! Quase tão ciumenta quanto eu...) E, já que sentiu falta, lá embaixo está um pedacinho do Capítulo 07, Tempestade. Beijos! Até quinta! ^^
Demizinhaaa *: Que bom que tenha amado o capítulo anterior. Como está esse? Olha, o próximo tá melhor! Dá uma olhadinha na apreciação, como disse a Thaís, que está no fim deste post e imagine o que irá acontecer. E, como futura professora e atual estudante, peço: NÃO COLE! Você não vai aprender nada assim, acredite! Tenta organizar seu tempo, dividi-lo entre estudar e curtir! É sério, você vai aproveitar muito mais seu tempo se não tiver que fazer a recuperação. E, mesmo que não fique de rec, não acha um desperdício de tempo ter que passar a manhã ou a tarde ou talvez o dia todo na escola e não fazer nada além de zoar? Tá, parei com o papo mãe! Beijos! =) ...e pensa, tá?
Mika': Corre Mika’! Quem sabe você não é a primeira dessa vez? =D Pra mim, não importa se você for a primeira ou a última, o importante é que você se lembrou de mim! ^^ Beijos!
T.: Se pelo menos esse Cupido estivesse com as asinhas... Ia ser mais fácil achá-lo, não acha? rsrsrs Postado flor, espero que goste. =D Ah, eu amei o selo. Muito lindo! Obrigada! *-*
Ruh: Ainda com ciúmes? Ah, deixa comigo! Na quinta eu te dou um daqueles abraços-cabeça! Seu ciúmes vão passar num instante! E eu estou sempre no seu blog! Quem fez sua imagem, hein? Hein? =} Beijinhos! =*
Rubia lovato jonas: Obrigada flor! Será que a Selly vai resistir ao charme do Nick? =P Oh, dúvida cruel! Espero que tenha gostado deste capítulo. E o que você acha que acontecerá no próximo? Leia um pedacinho aí em baixo e tente descobrir! =* Beijos!

No próximo capítulo de Love Drunk: Tempestade (007)
- Eu me casaria com você de novo, agora.
- Você pode estar menos embriagado, mas ainda assim você bebeu.
- Não. – disse, acariciando o rosto de Selly. – Nós bebemos. Mas eu sinto a mesma coisa que senti quando acordei. E prometo que não bebi nada durante a noite passada.
- Bem... Tá calor aqui, não é? – desviou do assunto, assim como se desviou de Nick – Esse é o botão do ar-condicionado?
- Não Selly! Esse é o do...
E o teto-solar abriu. “Solar” não é o termo apropriado para o momento, já que a chuva ainda caia, molhando os dois.
Nick fechou rapidamente o “teto-pluvial”, mas a chuva caiu por tempo suficiente para desmanchar o penteado de Selly. Nick, delicadamente, livrou o rosto de Selly de uma mecha de cabelo, que colocou para trás da orelha dela.
- Desculpa, - disse ela ao sentir a mão de Nick em sua nuca – mas eu preciso fazer uma coisa.


sábado, 22 de outubro de 2011

Love Drunk - personagens

Com 70% dos votos, aqui está.
Amanhã, 23 de outubro de 2011, o primeiro capítulo será postado.
Beijos...

Personagens

Selena Gomez

Mesmo com a herança deixada pelo avô, Selly manteve os pés no chão, levando uma vida regrada, que nada passava de uma grande monotonia. Achava que tinha a vida perfeita, até descobrir que seu noivo a traia com uma “patricinha”. Resolve começar uma nova vida, esquecendo seu passado. E, para tanto, vai para Las Vegas “curtir a solteirice” por apenas noite. Mas ela não imaginava que nem isso conseguiria. 

Nicholas Jonas
À beira da falência, Nick se vê obrigado a casar-se filha de um poderoso empresário que poderá financiar a ressurreição de sua empresa. Acostumado ao luxo, ele não se importaria em casar sem amar sua futura-esposa. Não até conhecer Selly, seu anjo, durante sua festa de despedida de solteiro em Las Vegas.


quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Corram!

Hoje é o último dia para vocês votarem... Então? Ponnie ou Nelena?

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Homenagem a Nicholas Jerry Jonas

Happy Birthday Nick! You're my favorite brother!
And I love you like a love song!

sábado, 10 de setembro de 2011

Tristeza de Deise


Olá! Com vão vocês?
Eu não vou nada bem, confesso.
Não, não estou doente, nem nada “sério”. Mas essa semana está sendo péssima pra mim! No meu trabalho, fui acusada de ter feito algo que nunca faria. E, como eu fiquei nervosa, mal consegui me defender. Pensando bem, acho que acabei cavando ainda mais minha cova. Dias depois dessa acusação, um ato falho me pegou desprevenida, e levei mais uma advertência. É sério, minha situação tá crítica! Na escola, até que não vou indo muito mal, mas a quantidade de conteúdos, trabalhos e provas estão me sufocando. Será que aguento até o fim do ano?
E, só pra me deixar mais triste, vocês não comentam minha história. São sempre as mesmas pessoas à comentar: Ruh, Bah e Thaís. Mas elas não minhas amigas, não vale! Sinto falta da época em que eu recebia 15 comentários! De pessoas diferentes, e DESCONHECIDAS!
Não sei, acho que eu estou meio velha pra esse negócio de web... Em alguns meses, a maioridade bate à minha porta... Será que eu deveria parar de escrever?
Quero que vocês, Mandi *-*, sarinhaaa, G, Rubizinha, Gaabs Musso ϟ, laura_adami, Lays, Bethany Sell, Lethicia, Natasha., Pati =), Sofia, Gih, Fernanda de Assis, T., Laah^.^, Fernanda, Beatriz Morais, cris-semilove#, Demi lovato’3, Nelena e Jemi, Thamara Rodrigues, Ana Paula, Isa Bohrer, Daniele Joya, Historias, micaella_barbosa11_, Giovanna Albuquerque, loveselnick, n.elena, Dємi, Larissa, KeKel, Bruno Paula Rodrigues, Isis, isaabela’, pukenucha, Clara Barbosa, glorinha atanaskovitch, claudiinha, Laura, IS., demi.lovato.pa, fabiana damasceno, Isa Bellebel e Ana Rita Dutra voltem a acompanhar minha evolução e/ou meu retrocesso na escrita. Eu piorei tanto que vocês não querem mais gastar seu tempo comigo? Ou foram vocês que cresceram e não tem mais tempo para sonhar?
Já vou terminar meu desabafo (será que vocês irão ler?). Mas não antes de agradecer à Bárbara, Ruh e Thaís, por não me deixarem desistir de um dos meus inúmeros sonhos. Amo vocês, amigas! Também não posso deixar de me desculpar com todos aqueles que não tiveram seus nomes citados, e que, às vezes, acompanham a história muito mais que meus seguidores.
Adoro todos vocês, leitores, seguidores, amigas.
Obrigada à todos que leram e, principalmente, aos que comentarem.
Beijos.
Deise Guimarães }!{
PS.: Trabalhando no próximo capítulo, mas não tenho previsão de quando o postarei.

domingo, 21 de agosto de 2011

Capítulo 4 + Desculpas...


Annie voltou a sonhar. Era de novo Elisa, presa no corpo da ruiva para contemplar sua vida. Esta vez não estava com o homem, e sim com uma criada que a vestia e outra que a penteava. Annie tentou contar quantas capas de roupa tinha em cima, mas fracassou. Quando terminaram de vesti-la e prenderam seus cabelos, o espelho mostrava a imagem de uma mulher muito bela, com um rosto angelical e um rubor quase virginal no rosto. Os olhos pareciam enormes depois da máscara para os cílios que fez trazer da França, e a cor do vestido contribuía para ressaltá-los.
As criadas fizeram uma reverência e partiram quando seu irmão entrou em seu quarto. O homem estava vestido luxuosamente, com os cabelos amarrados na nuca com uma fita preta, tal como ditava a moda. Ele entrou e contemplou Elisa com um sorriso no rosto.
- Está muito bonita, irmã. – disse, ainda sorrindo. - O duque não poderá resistir a sua beleza.
A mulher se contemplou no espelho com um orgulho pouco oculto, acariciando o veludo do vestido com a mão direita, admirando o brilho dos diamantes em seu pescoço. Isso era pelo que vivia: as joias, as roupas bonitas, o dinheiro… “Egoísta!” – pensou Annie – “Maldita egoísta!”.
Até seu irmão estava enganado, pensando que ela amava o duque em segredo e procurava o matrimônio por isso. Não sabia dos inúmeros amantes que levava ao quarto às escondidas, nem do dinheiro que esbanjava livremente. O pobre homem acreditava que ficava com ele para ajudá-lo depois da morte prematura do pai de ambos, e a amava por isso.
Elisa enlaçou o braço com o de seu irmão e desceram os degraus. Annie estava atônita com o luxo que tinha a casa. O veludo e a seda estavam por toda parte, embora o edifício tivesse o aspecto de ser muito antigo. Entraram em um salão bonito no qual já havia outras três pessoas. O mais baixo deles ficou de pé e saudou Elisa com uma reverência. Annie soube no mesmo instante: era o duque. Um homem baixinho e obeso, enfeitado com uma roupa de veludo que se esticava a altura do ventre proeminente.
Elisa se dirigiu para ele sorrindo docemente, como se não pudesse conter a alegria ao aproximar-se. O homem sustentou sua mão e aproximou os lábios a ela sem chegar a tocar sua pele, tal como ditava o protocolo. Sentaram-se um em frente ao outro, e a reunião começou. Annie presenciava sem reação como Elisa desdobrava todo seu arsenal de dotes para o duque, que estava totalmente encantado por ela.
Depois de conversar durante o que para Annie pareceram horas, levantaram-se e se dirigiram para o salão principal, que estava preparado para o que parecia uma festa.
E assim era. Em menos de meia hora começaram a chegar os convidados. Annie se sentia já meio enjoada entre tanta gente, sem poder controlar nenhum de seus movimentos, enquanto Elisa estava à vontade, falando com todos.
No meio da festa captou um olhar do duque. Elisa o olhou fixamente e saiu para o balcão. O jardim era enorme, e caminhou até uma pequena fonte que havia perto, sentando-se à beira da água e assumindo uma pose sedutora, com a cabeça virada de propósito para a água de forma que se pudesse contemplar a curva de seu pescoço e as ondas ruivas formando um mar vermelho.
- Minha senhora, sua beleza supera a das estrelas. – Elisa fingiu espantar-se, levando uma mão ao peito em um gesto elegante.
- Duque! Assustou-me.
- Sinto muito querida.
- Sabe que não deveríamos estar a sós, não somos parentes nem casados… - olhou para o chão, fingindo timidez.
- Elisa… - suspirou o duque - Acaso pensa que não conheço seus sentimentos?
- Duque! - Elisa se ruborizou - Por favor… não me ponha em evidência. Se souber o que sinto, não seja tão cruel de mencioná-lo.
- Mas devo mencioná-lo para dizer a você que eu também a amo, senhora.
- Não pode ser! Será possível essa sorte? - Elisa olhou fixamente ao duque.
- É possível, e se você confessar seu amor e me prometer fidelidade eu oferecerei minha mão a você em matrimônio, e pedirei a sua. - disse o duque rodeando-a com os braços.
- Oh! Claro que amo você!- disse ela abraçando-o por sua vez. - Vai falar com meu irmão?
- Esta mesma noite, se assim desejar.
- Claro que sim… não posso esperar para ser sua esposa.
Despois disso, tudo começou a dissolver, até que não restou nada além da completa escuridão. Pouco a pouco, as imagens começaram a voltar, e Annie se viu de novo no quarto de Elisa, observando o homem através dos olhos da desprezível mulher.
- Mas Elisa, podemos fugir! – implorou o homem, com tanta dor, que fez o coração de Annie se partir.
- Meu amor, sabe que não posso. - Annie sentiu as lágrimas correndo por suas faces. Não era possível, Elisa estava chorando? Que desperdício ela não ter nascido no século XXI! Hollywood perdeu uma grande atriz!
- É claro que pode! Nós podemos! - o homem se levantou da cama e se aproximou dela. – você não tem que casar com ele.
- Por favor, não arruíne os últimos dias que temos para ficarmos juntos. – Elisa soluçou. - Por favor, fique comigo até que me case.
- Ficar com você? Está louca?! Não posso ficar com prometida de outro homem! Porque agora é dele. Sua mulher, sua futura mulher.
O homem voltou a sentar-se na cama e começou a chorar, com a cabeça abaixada. O coração de Annie se partia ao vê-lo sofrer. Elisa se aproximou dele e levantou sua cabeça. Quando tentou beijá-lo, ele se separou dela.
- Não posso, Elisa. Tente ser feliz com seu marido. Eu não posso tocar a mulher de outro homem.
- Não vá! - gritou Elisa. - Não pode me deixar! Alfonso!
Annie acordou. Alfonso... O Poncho que ela conhecia era exatamente igual ao Alfonso do século XVIII. Mas isso era impossível. Annie lutou por poder permanecer no sonho, para saber a verdade. Mas não pôde.
- Annie! Annie, acorda!
Annie abriu os olhos lentamente, apenas consciente de que sua irmã a estava sacudindo. Quando viu que sua Annie já estava completamente acordada, Selly deixou de sacudi-la e se sentou na beira da cama.
- Sel…
- Estava gritando - respondeu sua irmã à pergunta ainda não formulada. - Chorava e chamava o tempo todo a um tal Poncho.
- Não pode ser…
- Eram esses os sonhos dos quais falou com mamãe?
Tudo veio a sua mente de repente: o segundo beijo, a ordem para que dormisse… o homem tinha que ser real e não podia sê-lo.
- Acho que estou enlouquecendo – suspirou Annie.
- Com o que sonha?
- Com outra vida - confessou.
- Quer dizer com a reencarnação? Uma vida passada?
- Algo assim.
- Quer que eu durma com você?- perguntou Selly enquanto se aproximava dela. - Como você fazia quando eu tinha sonhos ruins, lembra?
- Claro. Eu adoraria.
Selly se deitou na cama e abraçou sua irmã, que apoiou a cabeça no travesseiro e abraçou também.
- Agora durma. Não vai acontecer nada.

Poncho observou as duas abraçadas, aconchegadas uma contra a outra. Tinha tentado partir, mas a voz de Annie o deteve antes de sair. Assim que deixou o quarto ouviu Annie sussurrar “Elisa”; ele deu meia volta e ficou observando ela se retorcendo, enquanto revivia seu passado. Teve que conter-se para não abraçá-la quando começou a chorar, mas quando começou a gritar seu nome não pôde mais aguentar e chamou sua irmã. Esta era suficientemente sensível para ouvir sua chamada e foi no mesmo instante.
Vendo-a consolar sua irmã, Poncho conseguiu suficiente força de vontade para abandonar a casa e voltar para o hotel. Voltaria a vê-la na noite seguinte.
Annie dormiu tranquila o resto da noite, enquanto Poncho mantinha-se acordado em seu hotel até que o sol nasceu.
Mas havia alguém mais que também não dormiu.

O caçador sentiu a vibração do poder nos ossos. Sorriu ao dar-se conta de que teve a sorte de encontrar a um deles sozinho e desprotegido. E devia ser um neófito, porque nenhum dos que sobreviveram a guerra anterior se atreveria a usar seus poderes de um modo tão manifesto e despreocupado.
Rastreou a vibração, que o levou a uma casa de campo nos subúrbios da cidade. Seguiu o vampiro a uma velocidade sobre-humana, a tempo de vê-lo enganar a mulher que abriu a porta para ele inocentemente. Centrou-se nela: cinco presenças, todas humanas. Havia duas mulheres jovens e três mais velhas.
O vampiro entrou na casa e ficou observando às três que estavam na sala sentadas diante da televisão. Sua atenção estava centrada em uma delas, nem a mais jovem nem a mais velha. Ter certeza de que era um neófito, já que a mais jovem das mortais captou sua intrusão. Não era capaz de proteger-se de três mortais? Isso ia ser mais fácil do que parecia.
Depois de passar um bom tempo as observando, o vampiro subiu as escadas detrás da moça, e entrou em seu quarto. O caçador não pôde ouvir a conversa, mas o beijo que deram esclareceu mais que simples palavras. Isso ia ser muito divertido… Tal como lhe tinha ensinado a experiência, a melhor forma de acabar com um vampiro era atacar a sua companheira. A mortal podia ser inocente no momento, mas cedo ou tarde se daria conta de quem era seu namorado. E aí se decidiria seu destino.
Tirou seu celular e lhe atenderam quase imediatamente. Com um sorriso no rosto disse só três palavras.
- Eu o encontrei. - Do outro lado da linha responderam algo que fez o caçador se zangar, negou veementemente. Depois assentiu, e desligou o telefone.
A casa central o reprovou por não ter informado antes, mas tinha se retratado rapidamente. Os outros caçadores estavam prevenidos, embora a presa fosse dele.
Havia uns dez grupos mobilizados na Espanha, e outros seis em Portugal. Poderiam estar na cidade em menos de uma hora, com reforços suficientes para acabar com uns cinco ou seis deles. Eram mais que suficientes, mas não seriam necessários.
Inspirou fortemente, enchendo os pulmões com o suave ar noturno. A caça tinha começado.

Respondendo aos comentários:
* Uma Estranha Vingança
-=|†|-|ä¡§ ä£/ë§ †††††††: Demorou mas chegou, né Thaís? Acho que você nem leu o capítulo 3, mas aqui está o quatro. E espero que semana que vem venha o quinto capítulo. Beijo amiga!
IS.: Desculpe a demora, mas é que eu havia perdido todas minhas histórias... Recuperei algumas coisas, reescrevi outras, e estou eu aqui de novo, mesmo sem muitos coments. Beijos fofa!
Ruh: Obrigada amiga, espero que goste cada vez mais da história. Beijos e comente!
Bazinha... S2...: Espero que seja verdade, e agora sim você pode ler o capítulo 4 (bem feito, no seu pen-drive só tinha metade! rsrsrs) Mas confessa, você ia gritar mesmo se fosse o Ucker, né?! E que vídeo é esse? Não me lembro... Obrigada pelos selos! Beijos amiga, não esquece de comentar.

* The Only Exception
Bazinha...S2...: Desculpe pela irritação, principalmente por ser uma irritação laranja...  Fico feliz por ter gostado. Beijão!
Ruh: Achei! Bom, achar, não achei não, mas... aqui está um capítulo fresquinho de Uma Estranha Vingança. Espero que você também “ame, ame, ame” esse aqui. Beijos!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Sétimo Dia - 20 de agosto (parte 4)

Nick: Olá garotas! Eu vim chamá-las para almoçarmos.
Demi: Quem fez a comida?
Nick: Eu, Joe e David.
Mi: Selly, isso é seguro?
Selly: Não sei.
Nick: Como não sabe? Você já presenciou os meus dotes culinários.
Selly: Eu não estava lá dessa vez. Mas, na certa, a… Desculpe, qual o seu nome querida?
Nick: Sinto muito, vocês ainda não foram apresentadas. Essa é Chelsea, uma ex-colega de turma. {Ops! Era dela que ele falava quando disse que usou uma ex-colega de turma para causar ciúmes em… Mim? Isso explica muita coisa… Por que não pensei nisso antes?} Ela estudou comigo e com o Joe no terceiro ano. E essas são Miley, Demi e Selly.
Demi: Você vai ficar para o almoço Chelsea? {Percebi algo estranho na voz da Demi?}
Chelsea: Não, eu só vim confirmar alguns detalhes do concurso com Nicholas e já estou indo embora. Tchau garotas! Tchau Nicholas.
Demi: De que concurso ela estava falando?
Nick: Depois do almoço eu explico. Vamos?
                {Depois de almoçarmos – com certo receio, admito – Nick nos falou, sem muitos detalhes, sobre o concurso que a prefeitura promoveria. Como ele não poderia concorrer por ser o prefeito, ele faria a “abertura” do concurso. Ele nos mostrou o refrão da música que pretende cantar nessa ocasião.}
Nick: Bounce, [Pule] / Just bounce. [Apenas pule] / Let me see that body bounce. [Deixe me ver esse corpo pular] / Cause my rhymes are so fly [Porque minhas rimas são maneiras] / And my jeans is so tight [E meu jeans é tão apertado] / That make these people bounce. [Que faz essas pessoas pularem] // Bounce, [Pule] / Just bounce. [Apenas pule] / Let me see that body bounce. [Deixe me ver esse corpo pular] / Cause my rhymes are so fly [Porque minhas rimas são maneiras] / And my jeans is so tight [E meu jeans é tão apertado] / That make these people bounce. [Que faz essas pessoas pularem] [créditos pela música: original e tradução Bounce (Jonas Brothers, Demi Lovato)] [falando] Por que vocês não estão pulando?
Selly: Não nessa vida…
Nick: Então, que tal um passeio de barco? Nós podemos ver o pôr-do-sol de dentro do mar.
Mi: Ai, que fofo! Vamos?!
Demi: Por mim, tudo bem.
David e Joe : Se elas vão, nós também.
Nick: Selly?
Selly: Podem ir, não me importo de ficar sozinha. Aliás, que belo acampamento, hein? Dentro da casa de praia… Até as crianças de cinco anos fazem melhor que isso.
Nick: Se você não for, eu também não vou. [se joga no sofá onde Selly está sentada]
Selly: Não seja infantil, Nick.
Mi: Nós esperamos vocês lá fora… [Jemi e Diley saem]
Nick: Você pode escolher: ou vai comigo e os outros para o passeio de barco ou nós ficamos sozinhos aqui. Sinceramente, eu prefiro a segunda opção, mas a escolha é sua.
Selly: Tudo bem, eu fico com a primeira. Qual é o tipo de embarcação?
Nick: Você logo verá… {E me levou até orla da praia.}
Selly: Canoas?!
Nick: O que foi? Esperava um iate?
Selly: Não é isso, mas é que eu nunca vi canoas assim.
Nick: Há uma primeira vez para tudo.

                {Embarcamos em duplas (ou, se preferir, “casais”). Como Demi foi com Joe e Mi com David, só sobrou o Nick para ir comigo.}
{O passeio foi agradabilíssimo e, por mais incrível que pareça, Nick não me fez um galanteio (Que palavra antiga! Devo estar ficando velha!) durante todo o tempo. Mas seus olhares e sorrisos me derretiam mais do que qualquer palavra que ele pudesse dizer. Com exceção de uma frase formada por duas palavrinhas, é claro – te amo. Porém, o mar começou a ficar mais agitado devido às correntes marinhas e o barquinho começou a balançar. Nick percebeu minha falta de equilíbrio e me abraçou para que eu não caísse. Mesmo quando o mar se acalmou, Nick não me soltou. E eu não o empurrei para obrigá-lo a me soltar ou pedi que fizesse tal coisa. E, abraçados, vimos o pôr-do-sol. A lua já começava a surgir no céu e o barulho do mar e dos pássaros era como uma canção de ninar, que Nick interrompeu.}
Nick: É melhor nós irmos também.
Selly: Também? Por quê?
Nick: Os outros já foram. {Só agora percebi que estávamos sozinhos…} Agora os ventos estão indo em direção ao mar, vai ser mais difícil remar.
Selly: Você precisa de ajuda?
Nick: Não se preocupe, eu dou conta.
{Realmente ele deu, e, em cinco minutos, chegamos à praia. Ao amarrar a canoa (já que é bem difícil ancorar uma), Nick me disse…}
Nick: Antes do jantar, eu queria te mostrar um lugar. Posso?

Respondendo aos comentários:
Nathy: Postado já! Divirta-se!
Natasha: Tadinho do Nick, né?! Vamos ver o que a Selena vai fazer... Postado!
Kekel: Obrigada pelas notas tão altas! Beijos!
Fernanda: Obrigada! Postado já!
Anaa: Postado! Vamos ver o que acontece com o Nick e a ALO, né?!
Nelena e Jemi: Postado! Mate sua curiosidade e divirta-se!
Love Sel Nick: Obrigada, e já foi postado! Divirta-se!
Hayley: Obrigada! O plano de fundo foi minha amiga, Ruh, que conseguiu. (que por um acaso é ela que posta os capítulos) Tem um site que tem esses templates legais... Aí é só ir em design e mudar...  O site é o seguinte: http://btemplates.com/.

Obrigada à “R.B.D.” e à “Love Sel Nick” por me darem os Selos de Qualidade! Obrigada mesmo! Beijos...


Divulgando aqui:
Beyond the End - Web da Ruh, passem por lá!
 
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