sexta-feira, 24 de junho de 2011

Capítulo 01

Respondendo aos comentários:
Bazinha...s2...: Que bom que te convenci! Leia sim, essa web é muito boa (Ruh dizendo). Beijos, amiga. (a Ruh manda beijos também)
De tudo Benhe: Esperou um pouquinho a mais, né?! Desculpe, mas estava meio desestimulada a postar... Mas enfim, o capítulo está aqui, e BEM grande!
Larissa: Ansiosa por junho, né?! Desculpe, mas o capítulo está aqui e bem grandinho, dá para matar as saudades!
Lethicia: Obrigada pelos selos fofos! *-*
Miiikay: Sim, eu amo Sobrenatural, principalmente do Dean ;). Espero que o capítulo sua vontade pela história.
G’ : Obrigada, linda! Amei o selo!

Capítulo 01
O sol acabava de se pôr. Ainda se sentia o calor excessivo que tinha importunado a cidade durante todo o dia, embora a brisa fresca que chegava do mar anunciasse que ia ser uma noite fria.
Alfonso acordou alarmado. Ela estava perto. Depois de dois séculos esperando, podia senti-la novamente.
Olhou pela janela do quarto do hotel. Havia muitas pessoas pela rua, passeando, voltando para casa do trabalho. Poderia ser qualquer cidade do mundo, isso nunca mudaria. Poncho nunca mais teria amigos, família… Não aguentava olhar os “humanos”, sentir-se tão isolado deles quanto um dia foi igual. Mas esta vez era diferente, e não ia deixar que a solidão o distraísse. Esta vez havia alguém escondido na multidão, alguém a quem ele queria encontrar.
Estava na cidade de passagem, antes de reunir-se com Nick em Paris. Havia sido uma enorme casualidade, ou ao menos isso pensaria se acreditasse nelas, encontrar o motivo de sua existência nesse lugar.
Vestiu-se rapidamente logo que baixou o último raio de sol. Enquanto fosse de dia ele pareceria alguém quase normal, exceto pelos óculos do sol que não poderia tirar sob nenhuma desculpa. Mas isso não significava que saísse frequentemente à rua enquanto o sol estivesse alto. Não pertencia à minoria que gostava de sair de dia, com seus poderes minguados e seus sentidos reduzidos a um nível quase humano.
Qualquer um poderia atacá-lo durante o dia. Bom, qualquer um que soubesse como atacá-lo… E, para começar, tinha que acreditar em sua existência, o que era impossível nesse século.
Saiu do hotel ignorando os comentários da recepcionista a respeito das áreas noturnas da cidade para sair em uma sexta-feira. Deixando-se levar pelo instinto, se aproximou da área histórica da cidade. Era muito tarde para os turistas e muito cedo para os adolescentes. Continuou caminhando até que a viu. Mas não era ela. A jovem que caminhava tranquilamente alheia a sua observação não se parecia em nada com quem devia ser. Sondando sua mente, captou seu nome: Anahí.

Annie voltava para casa depois do trabalho, como em todas as tardes. Sorria enquanto o vento retirava seu cabelo do rosto, refrescando-a depois do calor da cafeteria. O vestido de verão formava redemoinhos em torno de suas pernas enquanto caminhava pelas ruelas da cidade velha. A maioria das pessoas preferia o caminho marítimo para ver o entardecer, assim o centro estava bastante vazio. E adorava essa solidão pacífica do anoitecer.
De repente, sem nenhum motivo, se sentiu observada. Lutando contra o impulso de começar a correr, se virou para trás a fim de averiguar a causa da repentina sensação. Não havia tal causa: a rua estava deserta, as janelas estavam fechadas. Continuou seu caminho, dizendo-se que era apenas uma sensação, uma estúpida sensação que passaria em dez minutos se a ignorasse. Seu apartamento ficava ainda a umas cinco ou seis ruas de distância, o que lhe pareceu uma eternidade.
Pensou que era impossível, mas a impressão de ser vigiada aumentou ainda mais. Sentia em sua mente que alguém a olhava.
- Por favor… Quem está aí? - perguntou a beira do pânico - Por favor… por que está me observando?

Poncho se retirou um pouco da mente dela, dando-se conta de que sua presença a transtornava. O choro da jovem o incomodou mais do que deveria, fazendo-o sentir-se mau. Escondeu-se entre as sombras, esperando ela que não o visse.

Nunca houve nenhuma resposta a sua pergunta, embora Annie preferisse assim.
Segurando a bolsa, correu sem parar até que chegou a seu apartamento e fechou a porta com chave. Sentiu-se ridícula, mas o gesto lhe deu segurança. Não podia parar de tremer, assim fez o que o sempre a relaxava: encheu a banheira de água, jogou os sais de banho com aroma de rosas e ficou lá por horas.
Quando saiu, só podia pensar no jantar e no filme que tinha planejado ver essa noite. Algo romântico e agradável para chorar a vontade. Daquela vez, suas amigas não insistiram em sair na sexta-feira… e com um pouco de sorte também poderia ficar em casa no sábado, com um bom livro entre as mãos.
Pôs alguns pedaços de pizza para esquentar enquanto vestia uma roupa folgada e confortável. Encolheu-se no sofá com a comida requentada em seus joelhos, e deu play.

Poncho apareceu no balcão da humana. Ela estava dormindo encolhida no sofá enquanto os créditos de um filme terminavam de passar na tela em frente dela.
Tinha-a encontrado depois de tantos anos, mas tudo nela havia mudado. Seus cabelos já não eram ruivos, e sim loiros escuros. Sua pele já não era branca, tinha um tom dourado que só se conseguia passando tempo sob o sol. Respirava pausadamente envolvida em um roupão branco que deixava descobertas suas pernas e os pés descalços.
Como tinha mudado tanto? Aquela mulher e ele tinham uma relação, ela despertara seus sentidos. Mas não era a mulher a quem queria vingar-se. Anahí não parecia a mesma mulher que o destruiu.
Ficou olhando-a através do vidro, enquanto ela continuava seu pacato sonho. Normalmente os seres humanos nunca detectavam sua presença, mas ela o percebeu e pôs-se a correr, refugiando-se inconscientemente no único lugar em que estaria a salvo dele. No momento.
Não gostou que ela o temesse dessa forma, que tivesse reagido fugindo ante ele. Franziu o cenho ante esse pensamento. Se ele vivia para vingar-se, o terror da jovem tinha que lhe dar alguma satisfação, e não fazê-lo sentir remorsos. Mas em vez disso, se sentia como se tivesse feito mal a uma menina, assustando-a sem motivo.
Voltou a contemplá-la. Imersa em seu sonho estava realmente bonita. Algo se rebelou em seu interior ante a idéia de machucá-la, mas ignorou. Disse-se que não importava, que já tinha ocorrido isto com ele antes e que saberia com agir. “Poderei resistir”, pensou enquanto olhava fixamente a curva de seu rosto, os lábios entreabertos em uma ameaça de sorriso e os cabelos bagunçados. Sentiu uma irresistível vontade de abraçá-la.
Apoiou as mãos contra o vidro do terraço, sabendo que estava proibido de entrar até que ela autorizasse, sabendo também que se o visse grudado a sua janela a meia-noite ia levar um susto de morte. Chamou-a mentalmente, despertando-a. Ela mexeu-se entre as almofadas e seu cabelo saiu de seu rosto, deixando os lábios ainda mais a mostra. Um imenso desejo de beijá-la atravessou Alfonso, deixando-o desconcertado. Tinha que manter o foco ou acabaria entrando, mesmo contra as normas.
Annie despertou com a sensação de ter dormido muito tempo. Durante um tempo, se sentiu totalmente desconcertada ao ver que não estava onde deveria: sua cama.
Em seguida, recordou o filme que tinha tentado ver e que, evidentemente, teria que suspender para outro dia. Seu relógio indicava que passava da meia-noite.
Saiu da sala em direção a seu quarto, suspirando com antecipação quando viu sua cama coberta com o suave edredom de plumas. Desamarrou o roupão e deslizou entre os lençóis, acolhendo com um calafrio o frescor do cetim sobre sua pele nua. Não demorou nem um minuto para adormecer, e menos ainda para começar a sonhar, embora “sonho” não seja a palavra mais adequada. Em seu pesadelo, “ela” sorria enquanto um senhor atirava em um jovem de pele dourada, olhos verdes e cabelos compridos.  Elisa, como “ela” se chamava, nada fazia para impedir o homem que, ela não sabia como, sabia que a amava. Annie via aquela mulher ruiva, de olhos negros e um pouco mais baixa que ela e sentia que ela era ela, ou seja, Elisa e Annie eram a mesma pessoa.
De repente, Annie acordou, ouvindo uma leve batida na janela.
Ela ameaçou levantar-se da cama, mas estava nua e no balcão havia inequivocamente uma figura masculina. Assim, se envolveu nos lençóis e foi até a janela. E ali estava ele.

Poncho ficou completamente surpreso quando ela o viu, apesar de estar utilizando quase todo seu poder para manter-se oculto. Queria que ela ouvisse o ruído e abrisse a janela, um convite mudo, sem vê-lo. Agora tudo tinha ido água a baixo... Como tinha driblado suas defesas? A surpresa aumentou ainda mais quando viu Anahí estirar os braços e abrir as portas do terraço, convidando-o a entrar em sua casa. Perdendo sua única defesa contra ele.

Poncho não esperou uma segunda indicação. Annie observou fascinada o homem que estava em seu sonho agora à sua frente: sua pele agora parecia muito mais branca e fina, seus olhos que brilhavam como esmeraldas, os cabelos espalhando-se em cachos até a altura do ombros, a barba por fazer... Tudo a deixou encantada.
Poncho estendeu a mão para secar as lágrimas que ainda estavam no rosto de Annie. Agora, que estava em frente dela, depois de tantos anos, não tinha coragem de destroçar sua vida igual a ela tinha destroçado a dele. Porque ela era e não era Elisa.
- Por que chora?
- Tive um sonho ruim - respondeu Annie, segurando a mão de Poncho entre as suas.
- O que sonhou, pequena?
- Bom… estou sonhando, não é? Porque isto ainda é um sonho, não é verdade?
- Verdade - mentiu ele. – Mas deveria me contar, isso ajudará você a dormir melhor.
- Sonhei que era outra mulher - respondeu Annie. - Sonhei que estava via um homem morrer, um homem que me amava, mas a quem eu não amava. Esse homem… se parecia muito com você, mas foi há muitos anos.
Poncho apertou os dentes, sentindo como suas presas cravavam-se no lábio inferior até que sentiu o gosto de sangue em sua boca. Annie não tinha sonhando, e sim lembrado a traição de Elisa. Não havia engano possível: era ela, mas estava chorando. Não se lembrava de sua traição, mas chorava por um erro que não era dela. Era inocente.
- Você chorou por tê-lo enganado? - perguntou bruscamente.
- Chorei porque me amava e eu o enganava. Porque ele era sincero e eu não. Sabe... – disse, com um sorriso triste em seu rosto - sempre quis que alguém me amasse assim, tão completamente quanto ele o fazia. Nunca estive apaixonada, mas sempre desejei poder amar alguém e ser correspondida. Mas nesse sonho… brincava com o amor. E não gostei de mim. - Não queria machucá-lo.
Ficou olhando o homem em seu quarto, completamente séria. Ele devolvia seu olhar com a mesma seriedade, sem nenhum indício de ternura ou cumplicidade. Seu rosto era uma máscara de indiferença.
- Nem sequer sei por que estou contando isto a você. Não disse isso a ninguém... – suspirou – Ainda bem que isso é só um sonho, se não morreria de vergonha...
 - Não é vergonhoso desejar ser amado – respondeu ele em um sussurro.
- Nem amar. – completou ela.
Poncho parecia deprimido, triste, e Annie desejou poder fazer algo por ele. Queria abraçá-lo, mas se conformou em por uma mão na face dele e acariciar a maçã de seu rosto. Com esse simples gesto, Poncho estremeceu-se. Logo, como em câmara lenta, ele a atraiu contra si e a beijou. Seus lábios estavam tão frios e suaves como mármore vivo. Ela o rodeou com os braços e correspondeu ao beijo dele enquanto enterrava os dedos nas ondas escuras de seus cabelos, que eram tão suaves como prometiam. Enquanto isso, as mãos de Poncho a aproximava mais dele.
A frequência cardíaca de Annie aumentou, deixando Poncho tentado a cravar suas presas no pescoço delicado dela. Pela primeira vez em muito tempo, Poncho sentia por uma mulher muito mais que apenas desejo.
Então se lembrou: aconteceu o mesmo com Elisa. Poncho a tinha amado, mas errou. Completamente. E agora não voltaria a cometer esse mesmo engano. Podia ser que tivesse mudado, mas continuava sendo Elisa, embora disfarçada de moça inocente. Não cumpriria sua vingança ainda, mas estaria esperando. Esperando que sua verdadeira personalidade surgisse para poder, enfim, realizar a vingança que, por mais de dois séculos, planejou.
Reunindo de novo seus poderes desapareceu do quarto, ao menos para os olhos de Annie. Esta vez não pôde encontrá-lo, apesar de está a menos de um metro.
Ofuscando a mente dela, voltou a colocá-la em sua cama, cobrindo-a com o edredom enquanto ela voltava a dormir profundamente. Certamente pensaria que tudo tinha sido um sonho e ele não tinha motivos para preocupar-se.
Não resistiu em tirar uma mecha loira do rosto de Annie, e quase a acordou novamente.
Valendo-se de todo seu autocontrole, saiu de novo ao terraço, fechando a vidraça detrás dele, sabendo que poderia voltar quando quisesse.
Agora Annie não poderia escapar dele.

5 comentários:

Bazinha... S2... disse...

Oi amiga (s)!
Deise, amei, amei, amei!
Vou continuar acompanhando por aqui mesmo. Vc nem imagina a enorme vontade de abrir uma pasta aqui, hein! Mas, é legal acompanhar normalmente. Só não sei até quando vou resistir... Na hora que a curiosidade apertar de verdade, aí eu não sei não!

Beijões!

G. disse...

AAHH !
Perfeiito !
Voc ganhou um selinho *-*

http://fics-nelena.blogspot.com/2011/07/selinhos.html

Beijinhos '

Lethicia disse...

Oi, vc ganhou dois selos no meu blog.
http://nelena-offthechain.blogspot.com
Beijos e posta logo, ok?

. ana disse...

Parabéns, você ganhou um selinho lá no meu blog. Confira:
http://twily-historias.blogspot.com/2011/07/capitulo-16-dedicado-gabiih-s2.html
Beijos ;*

IS. disse...

Você ganhou um selinho Flor

http://nelenaandjaylor-is.blogspot.com/

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