sexta-feira, 24 de junho de 2011

Capítulo 01

Respondendo aos comentários:
Bazinha...s2...: Que bom que te convenci! Leia sim, essa web é muito boa (Ruh dizendo). Beijos, amiga. (a Ruh manda beijos também)
De tudo Benhe: Esperou um pouquinho a mais, né?! Desculpe, mas estava meio desestimulada a postar... Mas enfim, o capítulo está aqui, e BEM grande!
Larissa: Ansiosa por junho, né?! Desculpe, mas o capítulo está aqui e bem grandinho, dá para matar as saudades!
Lethicia: Obrigada pelos selos fofos! *-*
Miiikay: Sim, eu amo Sobrenatural, principalmente do Dean ;). Espero que o capítulo sua vontade pela história.
G’ : Obrigada, linda! Amei o selo!

Capítulo 01
O sol acabava de se pôr. Ainda se sentia o calor excessivo que tinha importunado a cidade durante todo o dia, embora a brisa fresca que chegava do mar anunciasse que ia ser uma noite fria.
Alfonso acordou alarmado. Ela estava perto. Depois de dois séculos esperando, podia senti-la novamente.
Olhou pela janela do quarto do hotel. Havia muitas pessoas pela rua, passeando, voltando para casa do trabalho. Poderia ser qualquer cidade do mundo, isso nunca mudaria. Poncho nunca mais teria amigos, família… Não aguentava olhar os “humanos”, sentir-se tão isolado deles quanto um dia foi igual. Mas esta vez era diferente, e não ia deixar que a solidão o distraísse. Esta vez havia alguém escondido na multidão, alguém a quem ele queria encontrar.
Estava na cidade de passagem, antes de reunir-se com Nick em Paris. Havia sido uma enorme casualidade, ou ao menos isso pensaria se acreditasse nelas, encontrar o motivo de sua existência nesse lugar.
Vestiu-se rapidamente logo que baixou o último raio de sol. Enquanto fosse de dia ele pareceria alguém quase normal, exceto pelos óculos do sol que não poderia tirar sob nenhuma desculpa. Mas isso não significava que saísse frequentemente à rua enquanto o sol estivesse alto. Não pertencia à minoria que gostava de sair de dia, com seus poderes minguados e seus sentidos reduzidos a um nível quase humano.
Qualquer um poderia atacá-lo durante o dia. Bom, qualquer um que soubesse como atacá-lo… E, para começar, tinha que acreditar em sua existência, o que era impossível nesse século.
Saiu do hotel ignorando os comentários da recepcionista a respeito das áreas noturnas da cidade para sair em uma sexta-feira. Deixando-se levar pelo instinto, se aproximou da área histórica da cidade. Era muito tarde para os turistas e muito cedo para os adolescentes. Continuou caminhando até que a viu. Mas não era ela. A jovem que caminhava tranquilamente alheia a sua observação não se parecia em nada com quem devia ser. Sondando sua mente, captou seu nome: Anahí.

Annie voltava para casa depois do trabalho, como em todas as tardes. Sorria enquanto o vento retirava seu cabelo do rosto, refrescando-a depois do calor da cafeteria. O vestido de verão formava redemoinhos em torno de suas pernas enquanto caminhava pelas ruelas da cidade velha. A maioria das pessoas preferia o caminho marítimo para ver o entardecer, assim o centro estava bastante vazio. E adorava essa solidão pacífica do anoitecer.
De repente, sem nenhum motivo, se sentiu observada. Lutando contra o impulso de começar a correr, se virou para trás a fim de averiguar a causa da repentina sensação. Não havia tal causa: a rua estava deserta, as janelas estavam fechadas. Continuou seu caminho, dizendo-se que era apenas uma sensação, uma estúpida sensação que passaria em dez minutos se a ignorasse. Seu apartamento ficava ainda a umas cinco ou seis ruas de distância, o que lhe pareceu uma eternidade.
Pensou que era impossível, mas a impressão de ser vigiada aumentou ainda mais. Sentia em sua mente que alguém a olhava.
- Por favor… Quem está aí? - perguntou a beira do pânico - Por favor… por que está me observando?

Poncho se retirou um pouco da mente dela, dando-se conta de que sua presença a transtornava. O choro da jovem o incomodou mais do que deveria, fazendo-o sentir-se mau. Escondeu-se entre as sombras, esperando ela que não o visse.

Nunca houve nenhuma resposta a sua pergunta, embora Annie preferisse assim.
Segurando a bolsa, correu sem parar até que chegou a seu apartamento e fechou a porta com chave. Sentiu-se ridícula, mas o gesto lhe deu segurança. Não podia parar de tremer, assim fez o que o sempre a relaxava: encheu a banheira de água, jogou os sais de banho com aroma de rosas e ficou lá por horas.
Quando saiu, só podia pensar no jantar e no filme que tinha planejado ver essa noite. Algo romântico e agradável para chorar a vontade. Daquela vez, suas amigas não insistiram em sair na sexta-feira… e com um pouco de sorte também poderia ficar em casa no sábado, com um bom livro entre as mãos.
Pôs alguns pedaços de pizza para esquentar enquanto vestia uma roupa folgada e confortável. Encolheu-se no sofá com a comida requentada em seus joelhos, e deu play.

Poncho apareceu no balcão da humana. Ela estava dormindo encolhida no sofá enquanto os créditos de um filme terminavam de passar na tela em frente dela.
Tinha-a encontrado depois de tantos anos, mas tudo nela havia mudado. Seus cabelos já não eram ruivos, e sim loiros escuros. Sua pele já não era branca, tinha um tom dourado que só se conseguia passando tempo sob o sol. Respirava pausadamente envolvida em um roupão branco que deixava descobertas suas pernas e os pés descalços.
Como tinha mudado tanto? Aquela mulher e ele tinham uma relação, ela despertara seus sentidos. Mas não era a mulher a quem queria vingar-se. Anahí não parecia a mesma mulher que o destruiu.
Ficou olhando-a através do vidro, enquanto ela continuava seu pacato sonho. Normalmente os seres humanos nunca detectavam sua presença, mas ela o percebeu e pôs-se a correr, refugiando-se inconscientemente no único lugar em que estaria a salvo dele. No momento.
Não gostou que ela o temesse dessa forma, que tivesse reagido fugindo ante ele. Franziu o cenho ante esse pensamento. Se ele vivia para vingar-se, o terror da jovem tinha que lhe dar alguma satisfação, e não fazê-lo sentir remorsos. Mas em vez disso, se sentia como se tivesse feito mal a uma menina, assustando-a sem motivo.
Voltou a contemplá-la. Imersa em seu sonho estava realmente bonita. Algo se rebelou em seu interior ante a idéia de machucá-la, mas ignorou. Disse-se que não importava, que já tinha ocorrido isto com ele antes e que saberia com agir. “Poderei resistir”, pensou enquanto olhava fixamente a curva de seu rosto, os lábios entreabertos em uma ameaça de sorriso e os cabelos bagunçados. Sentiu uma irresistível vontade de abraçá-la.
Apoiou as mãos contra o vidro do terraço, sabendo que estava proibido de entrar até que ela autorizasse, sabendo também que se o visse grudado a sua janela a meia-noite ia levar um susto de morte. Chamou-a mentalmente, despertando-a. Ela mexeu-se entre as almofadas e seu cabelo saiu de seu rosto, deixando os lábios ainda mais a mostra. Um imenso desejo de beijá-la atravessou Alfonso, deixando-o desconcertado. Tinha que manter o foco ou acabaria entrando, mesmo contra as normas.
Annie despertou com a sensação de ter dormido muito tempo. Durante um tempo, se sentiu totalmente desconcertada ao ver que não estava onde deveria: sua cama.
Em seguida, recordou o filme que tinha tentado ver e que, evidentemente, teria que suspender para outro dia. Seu relógio indicava que passava da meia-noite.
Saiu da sala em direção a seu quarto, suspirando com antecipação quando viu sua cama coberta com o suave edredom de plumas. Desamarrou o roupão e deslizou entre os lençóis, acolhendo com um calafrio o frescor do cetim sobre sua pele nua. Não demorou nem um minuto para adormecer, e menos ainda para começar a sonhar, embora “sonho” não seja a palavra mais adequada. Em seu pesadelo, “ela” sorria enquanto um senhor atirava em um jovem de pele dourada, olhos verdes e cabelos compridos.  Elisa, como “ela” se chamava, nada fazia para impedir o homem que, ela não sabia como, sabia que a amava. Annie via aquela mulher ruiva, de olhos negros e um pouco mais baixa que ela e sentia que ela era ela, ou seja, Elisa e Annie eram a mesma pessoa.
De repente, Annie acordou, ouvindo uma leve batida na janela.
Ela ameaçou levantar-se da cama, mas estava nua e no balcão havia inequivocamente uma figura masculina. Assim, se envolveu nos lençóis e foi até a janela. E ali estava ele.

Poncho ficou completamente surpreso quando ela o viu, apesar de estar utilizando quase todo seu poder para manter-se oculto. Queria que ela ouvisse o ruído e abrisse a janela, um convite mudo, sem vê-lo. Agora tudo tinha ido água a baixo... Como tinha driblado suas defesas? A surpresa aumentou ainda mais quando viu Anahí estirar os braços e abrir as portas do terraço, convidando-o a entrar em sua casa. Perdendo sua única defesa contra ele.

Poncho não esperou uma segunda indicação. Annie observou fascinada o homem que estava em seu sonho agora à sua frente: sua pele agora parecia muito mais branca e fina, seus olhos que brilhavam como esmeraldas, os cabelos espalhando-se em cachos até a altura do ombros, a barba por fazer... Tudo a deixou encantada.
Poncho estendeu a mão para secar as lágrimas que ainda estavam no rosto de Annie. Agora, que estava em frente dela, depois de tantos anos, não tinha coragem de destroçar sua vida igual a ela tinha destroçado a dele. Porque ela era e não era Elisa.
- Por que chora?
- Tive um sonho ruim - respondeu Annie, segurando a mão de Poncho entre as suas.
- O que sonhou, pequena?
- Bom… estou sonhando, não é? Porque isto ainda é um sonho, não é verdade?
- Verdade - mentiu ele. – Mas deveria me contar, isso ajudará você a dormir melhor.
- Sonhei que era outra mulher - respondeu Annie. - Sonhei que estava via um homem morrer, um homem que me amava, mas a quem eu não amava. Esse homem… se parecia muito com você, mas foi há muitos anos.
Poncho apertou os dentes, sentindo como suas presas cravavam-se no lábio inferior até que sentiu o gosto de sangue em sua boca. Annie não tinha sonhando, e sim lembrado a traição de Elisa. Não havia engano possível: era ela, mas estava chorando. Não se lembrava de sua traição, mas chorava por um erro que não era dela. Era inocente.
- Você chorou por tê-lo enganado? - perguntou bruscamente.
- Chorei porque me amava e eu o enganava. Porque ele era sincero e eu não. Sabe... – disse, com um sorriso triste em seu rosto - sempre quis que alguém me amasse assim, tão completamente quanto ele o fazia. Nunca estive apaixonada, mas sempre desejei poder amar alguém e ser correspondida. Mas nesse sonho… brincava com o amor. E não gostei de mim. - Não queria machucá-lo.
Ficou olhando o homem em seu quarto, completamente séria. Ele devolvia seu olhar com a mesma seriedade, sem nenhum indício de ternura ou cumplicidade. Seu rosto era uma máscara de indiferença.
- Nem sequer sei por que estou contando isto a você. Não disse isso a ninguém... – suspirou – Ainda bem que isso é só um sonho, se não morreria de vergonha...
 - Não é vergonhoso desejar ser amado – respondeu ele em um sussurro.
- Nem amar. – completou ela.
Poncho parecia deprimido, triste, e Annie desejou poder fazer algo por ele. Queria abraçá-lo, mas se conformou em por uma mão na face dele e acariciar a maçã de seu rosto. Com esse simples gesto, Poncho estremeceu-se. Logo, como em câmara lenta, ele a atraiu contra si e a beijou. Seus lábios estavam tão frios e suaves como mármore vivo. Ela o rodeou com os braços e correspondeu ao beijo dele enquanto enterrava os dedos nas ondas escuras de seus cabelos, que eram tão suaves como prometiam. Enquanto isso, as mãos de Poncho a aproximava mais dele.
A frequência cardíaca de Annie aumentou, deixando Poncho tentado a cravar suas presas no pescoço delicado dela. Pela primeira vez em muito tempo, Poncho sentia por uma mulher muito mais que apenas desejo.
Então se lembrou: aconteceu o mesmo com Elisa. Poncho a tinha amado, mas errou. Completamente. E agora não voltaria a cometer esse mesmo engano. Podia ser que tivesse mudado, mas continuava sendo Elisa, embora disfarçada de moça inocente. Não cumpriria sua vingança ainda, mas estaria esperando. Esperando que sua verdadeira personalidade surgisse para poder, enfim, realizar a vingança que, por mais de dois séculos, planejou.
Reunindo de novo seus poderes desapareceu do quarto, ao menos para os olhos de Annie. Esta vez não pôde encontrá-lo, apesar de está a menos de um metro.
Ofuscando a mente dela, voltou a colocá-la em sua cama, cobrindo-a com o edredom enquanto ela voltava a dormir profundamente. Certamente pensaria que tudo tinha sido um sonho e ele não tinha motivos para preocupar-se.
Não resistiu em tirar uma mecha loira do rosto de Annie, e quase a acordou novamente.
Valendo-se de todo seu autocontrole, saiu de novo ao terraço, fechando a vidraça detrás dele, sabendo que poderia voltar quando quisesse.
Agora Annie não poderia escapar dele.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Nova História!

Que bom que vocês gostaram de “My Love of the Past”! Amei os comentários!
E, já que vocês não enjoaram de mim, a próxima web vai começar em breve...

Uma Estranha Vingança

Essa história nada tem a ver com Edward ou Bella, a não ser a existência de vampiros. Na verdade, entre os livros de Stephenie Meyer, meu favorito é “A Hospedeira” e, em relação à série Crepúsculo, prefiro os livros aos filmes (exceto nas partes onde Jacob Black aparece...). O sobrenatural (não necessariamente vampiros) me fascina, por isso essa história existe (e por isso eu AMO a série Sobrenatural).
Na verdade, essa história não é tão minha, pois é baseada em alguns dos muitos livros que li, mas que não são, valendo-me de um eufemismo, muito legais...
Suas personagens principais são os “vampiros” Alfonso e Nicholas e as “humanas” Anahí e Selena. Eu sei que vocês devem estar cansados de webs de vampiros, mas, mesmo assim, espero que gostem! (Inclusive você Bah! Não tenho culpa se a Ashley é a Alice!)
Previsão de postagem do primeiro capítulo: primeira quinzena de maio de 2011. Até lá, fiquem com o prólogo de “Uma Estranha Vingança”.


Prólogo
1759
Alfonso abriu os olhos, sentindo o sangue correr cálido por seu peito. O tiro não tinha roçado o coração, mas a ferida era mais que suficiente para matá-lo, e o momento não demoraria a chegar. A cada respiração ficava mais difícil manter-se consciente, mas continuou lutando enquanto amaldiçoava aquele desejo desesperado que o impedia de abandonar-se nos braços da morte. Uma parte dele continuava esperando que ela aparecesse, o beijasse e dissesse que tudo era um engano e que o amava.
A neve ao seu redor estava tingida de vermelho, o aroma do sangue não demoraria a atrair aos lobos. Esse mesmo frio era o que o mantinha consciente, mas não continuaria assim por muito tempo. Sua visão começou a falhar rapidamente, e fechou os olhos para conter as lágrimas que se acumulavam neles ao compreender a dimensão de seu erro. Mas agora já era muito tarde.
Uma estranha paz o invadiu, sentia-se em algo que se assemelhava ao sonho, levando consigo todo sinal de dor. Poncho sorriu, dedicando um último pensamento a sua família. Se isso era a morte… não era tão ruim.
A dor voltou, mais forte que nunca, seguida pela satisfação mais intensa que havia conhecido em toda sua existência. Tudo se tornou branco, e logo sua visão retornou.
Estranhamente, as coisas foram se tornado cada vez mais definidas, os contornos mais precisos, as cores mais vivas. E a cima de tudo, um garoto, que aparentava ter não mais que dezoito anos, estava ajoelhado ao seu lado. Tinha os olhos fechados e uma expressão de concentração no rosto. Parecia que estava sofrendo, pois segurava o pulso esquerdo com força.
Poncho quis falar com ele, perguntar quem e o que era, porque o garoto assemelhava-se a um anjo.
Sentindo o aroma do sangue que gotejava pela mão do garotou, Poncho sentiu algo semelhante à fome. O garoto parecia saber disso, abriu os olhos e o olhou.
- Mais? – disse oferecendo o pulso ferido.
Poncho não pensou, e, puxando o braço do garoto para si, se alimentou do sangue que pulsava em suas veias. Este ato não causava asco, como deveria ser.
Não soube quanto tempo passou até que ele retirasse seu pulso e o enfaixasse com um lenço.
- Parece - disse o garoto, que ficou muito pálido - que já basta.
- Quem é você?- perguntou Poncho. Em sua camisa, uma mancha vermelha testemunhava o ferimento, mas não restava nem sinal dele em sua pele. Estava completamente curado.
- O dilema não é quem sou, irmão. - respondeu o garoto – E sim o que sou. E o que você é.
- Não entendo - sacudiu a cabeça - estava morrendo e agora…
- Agora está morto. Nada poderá ferir você outra vez, nem as doenças, nem o tempo, nem as armas humanas.
- Quem é você garoto? Um anjo engraçadinho? – proferiu Poncho, irônico.
- Posso aparentar pouca idade... dezoito anos, no máximo uns vinte, certo? Mas, acredite, sou bem mais velho. – puxou Alfonso para levantá-lo – Muito mais que você. Meu nome é Nicholas, e sou um vampiro. E agora você também é. – sorriu – Bem vindo à família.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Epílogo – My Endless Love

3668o Dia – 07 de setembro

{Hoje é meu aniversário… melhor dizendo, nosso aniversário. Nick e eu estamos completando dez anos de casamento. Daqui a pouco, Demi, Joe, Miley e David vão chegar para nosso “campeonato anual”, que geralmente ocorre dia dezenove de agosto, mas, devido à importância da data, adiamos para hoje, sete de setembro. Faz dez anos que eu aguento o Nick. E depois de tanto tempo, posso afirmar que ele não é meu amor do passado, nem do presente, muito menos do futuro. Nick é meu eterno amor. Agora sei que sempre o amei e sempre o amarei, mesmo que eu nunca tivesse voltado à Disnecity, sei que o nunca o esqueceria. Poderia não pensar mais nele, mas ele estaria comigo, nem que seja no meu subconsciente. Bom, deixando de lado as declarações melosas e voltando ao jogo… Nós já jogamos basquete, damas, esgrima, handebol, ping-pong, pólo aquático, sinuca, tênis, totó… O esporte desse ano – se é que se pode chamar isso de esporte – é futebol de botão. Mas, nesses dez anos, eles (David, Joe e Nick) não conseguiram ganhar da gente (Miley, Demi e eu) nenhuma vez, não vai ser hoje que isso vai mudar. Os garotos não têm a menor chance de ter sua tão esperada revanche, e até as crianças sabem disso: antes, as meninas, sendo onze filhas minhas e de Nick, duas de Demi+Joe e duas de Mi+David, torciam pelas mamães e os meninos, sendo onze filhos meus e de Nick e um de Mi+David, torciam pelos papais. Só que, cansados de torcer pela equipe que só perde, os meninos também resolveram torcer pelas mães este ano. Finalmente vão comemorar uma vitória! Meus convidados – são bem mais que isso – acabam de chegar; é melhor ir recebê-los.}

Algum tempo depois…
{Fim de partida. O resultado? Ganhamos de novo, é claro! Estava comemorando com Demi e Mi, até que Nick me “raptou”.}
Nick: [a beija por um longo tempo] Que novidade! Você ganhou de mim pela décima vez…
Selly: Na verdade, décima segunda. Esqueceu do futsal na escola e do vôlei na quadra do seu hotel. {Sorri, debochando dele um pouco, mas, principalmente, lembrando-me dos dez anos mais felizes da minha vida: os anos que passei com ele.}
Nick: Não me importo de perder, quem sempre ganha o prêmio sou eu. [a beija, mais rápido, desta vez]
Selly: [ainda sorrindo] Que prêmio?
Nick: O sorriso mais lindo do universo. E sabe o que é melhor?
Selly: O quê?
Nick: Ele é todo pra mim. [a beija longamente de novo, até que interrompido pelos amigos]
Demi: Desculpe atrapalhar…
Mi: Mas é que viemos “entregar” o presente de vocês!
Selly: Não precisavam se incomodar…
Joe: Nem pense em recusar, Sel. Acho que o Nick iria ficar muito decepcionado.
Nick: Por quê?
David: [entrega duas passagens para Nick e vários papéis para Selly] Vocês só precisam assinar essas autorizações e arrumar as malas. Divirtam-se! [os quatro voltam para o imenso jardim-bosque para continuar a cuidar das vinte e sete crianças, não que essa seja uma tarefa muito fácil – Comentário da Autora: Pode acreditar, cuidar de vinte e sete crianças não é brincadeira! Palavra de normanda que, vira e mexe, é a “tia” de algumas – trinta – crianças enquanto tenta fazer um bom estágio para receber pelo menos um “bom” na avaliação da professora.]
Selly: O que você tem aí?
Nick: Nada demais, só passagens para Paris. E você?
Selly: Vinte e duas autorizações para um acampamento. [Nick sorri maliciosamente] Nem pensar, eu não vou mandar meus filhos para um lugar que eu não conheço!
Nick: Se os nossos amigos “recomendaram”, certamente é um lugar excelente! [Selly não demonstra ceder] Vai meu amor, precisamos desempatar!
Selly: Desempatar o quê?
Nick: Temos onze meninas, onze meninos… Já tenho meus dois times de futebol, mas ainda preciso de um juiz [a beija], isso sem falar dos bandeirinhas [a beija], dos técnicos [a beija], dos preparadores físicos [a beija]
Selly: Tá bom, vamos para Paris! E não se preocupe, eu serei a juíza. E você já tem um cartão amarelo; mais um, e é expulsão!
Nick: Já que provou que entende de futebol, tudo bem, você é a juíza. Mas, em Paris, eu vou fazer você renunciar ao seu posto.
Selly: Duvido! Como você pretende fazer isso?
Nick: Pra começar, um passeio pela torre Eiffel [a beija], depois, damos uma passadinha por um café [a beija], comemos uns croissants [a beija], fazemos um passeio bem romântico pelas ruas parisienses [a beija], e eu aproveito para comprar um champanhe e uns chocolates, depois nós voltamos para o nosso hotel [a beija], eu te digo “Je vous aime, chéri. Vous êtes mon amour infini...”. [a beija]
Selly: Não sabia que você falava francês.
Nick: Posso falar que te amo em qualquer parte do mundo. Posso dizer em Espanhol: “Yo te quiero, mi amor. Usted es mi eterno amor…”. Em Italiano: “Io l'amo, il mio amore. Voi è il mio amore sconfinato…”. Em Inglês: “I love you, dear. You are my endless love…”. Ou em… [é interrompido]
Selly: Que tal só em Português?
Nick: Eu te amo, Selzinha. Você é… [Selly o interrompe com um beijo]
Nelena: Meu amor infinito…!
Comentário da autora: E assim termina “My Love of the Past”. Espero que todos tenham gostado dessa história. A história de um amor infinito, que o tempo e a distância (e as burrices de ambos) não puderam destruir. Muito pelo contrário, só o fez crescer e se fortalecer. Com certeza, esse amor vai durar muuuuuito, porque foi construído sobre a firmeza das rochas e com a suavidade da areia do mar.
Só anseio que um “endless love” esteja reservado pra mim! :D (Double D!)
E espero com (quase) todas as forças do meu coração, alma, corpo ou qualquer outro tipo de força que possa haver em mim que meu amor do passado (nem tão “passado” assim) não seja meu eterno amor. É sério, prefiro esperar por meu Namorado dos Sonhos ou até mesmo ter um Paparazzo em meus pensamentos... Eu sei, todas vocês (ou quase todas) não entenderam nada né... Eu já disse que sou meio doidinha? É efeito do Curso Normal e (não fiquem tristes, amigas) das companhias...
Mil beijos a todos!

PARA TUDO!!!

Talvez vocês queiram saber o que aconteceu com a Chloe (ou Boca-de-Banana, ao gosto do leitor)...

Bom, o plano de David e Clorine foi perfeito.  Para não causar desconfianças, eles viajariam para países diferentes e depois se encontrariam em Amsterdã. Acontece que Chloe não ficou sabendo da desistência de David, e ela foi a única a viajar. Seu destino? Equador! Estava tudo dando certo, até ela tentar sair do hotel em que se hospedou. Sim, eu disse tentar. Ao valer-se do cartão de débito correspondente à conta conjunta que mantinha com o comparsa para pagar a estadia, a coisa desandou. Como David retirou todo o dinheiro da conta para devolver a Nick, ela ficou sem nem um centavo. E, como não tinha dinheiro, foi obrigada a pagar a divida com trabalho. Há relatos que ela esteja lá até hoje (depois dos dez anos), casada com um bicheiro.

Agora sim, me despeço. Mas vocês nem vão dar por minha falta. Em breve – muito ­breve mesmo – minha próxima web (Uma Estranha Vingança) será postada, neste mesmo deiseblog por essa mesma deise-escritora.
E, se meu planejamento for seguido à risca, até o fim deste ano, três webs serão postadas. Isso, é claro, se vocês ainda não se cansaram de mim ou se não se cansarem até lá...
Mas, voltando à “Uma Estranha Vingança”... Está claro que vocês, assim como eu, amam Nelena. Mas, pelo menos no começo, o casal principal da nova web é Ponnie’s (Poncho – Alfonso Herrera – & Annie – Anahí; RBD – sem pontinhos!). Mas não se preocupem, Nick & Selly aparecem, e muito, e até têm um...
***CENSURADO***
É... Acho que vocês vão ter que ler para descobrir, já que, por hoje, fico por aqui.
Fiquem de olho no blog para não perderem as primeiras postagens! (Uma dica: eu faço aniversário e vocês é que ganham o presente; e com dois dias de antecedência! Ah é, vocês não sabem quando eu faço aniversário... Uma dica melhor: não é mentira... ^^)
¡Besitos! ¡Hasta Siempre!
Deise Guimarães }¡{

Respondendo aos seus comentários:
Laura: Bem Vinda! Mas sim, como acabei de dizer acima, esse é o último capítulo, mas logo postarei outra aqui...
Danny Love Nelena: Pois é! Fim dessa, mas logo terá o início de outra!
Ana’: Sim sim, haverá outra logo em breve! Beijos
Histórias Nelena: Postado! Muito filhos, né?! E o Nick ainda queria mais!!!
Luuh e Leeh: Acabou já, mas não fique triste, voltarei com mais!
Xandinha: Postado o fim!
Larissa: Obrigada! Que bom que você gostou! E do final, o que achou?
De Tudo Benhe: Pois é! Eles tiveram muitos filhos (adotados). Bem vinda ao blog! Que bom que você gostou! Pena que já está no fim... Um dia irá acontecer! Beijos...

sábado, 26 de março de 2011

Décimo Dia – 23 de agosto (parte 4 - início)

Nick: Brincadeira nenhuma. [se ajoelha, tirando uma pequena caixa do bolso] Selena Marie Gomez: você aceita se casar comigo? Permite que eu te faça feliz? Permite que eu te ame pro resto de nossas vidas?
Selly: Você só quer o meu dinheiro, como todos os outros? Por que você me fez esse pedido agora?
Nick: Primeira pergunta: não, é obvio que não. David acabou de me ligar e disse que vai transferir todo o dinheiro que ele conseguiu com o hotel e com a venda da… Isso não vem ao caso, pois mesmo que não tivesse recuperado meu dinheiro, isso não ia mudar o que sinto por você. Segunda pergunta: porque, há algum tempo, eu fiz essa pergunta à Chlorine, achando que poderia te esquecer. Ela sempre se mostrou, digamos, apaixonada e era quase interessante. Mas nunca poderia te substituir.
Selly: Não seja idiota Nicholas! Ela era apaixonada por seu dinheiro, e depois de te roubar quase todo ele, te abandonou.
Nick: Você não pode falar nada, pois é muito mais ladra que ela. [Selly ia protestar, mas Nick não lhe dá tempo] Além do meu coração, você roubou minha alma.
Selly: Nick…
Nick: [interrompe Selly] Você é minha vida. Meu amor. Tudo pra mim.
Selly: Acho que não estou entendo o que você quer dizer. Você pode ser mais claro?
Nick: Mais claro que isso? Só se ficar transparente! Você nunca percebeu como meu coração dispara quando estou perto de você? Que minhas pernas quase tremem e que minha voz quase falha? Não é evidente que eu te amo? Você é minha razão de viver. Meu coração. Minha alma. [Selly estava atônita.] Então? Qual a sua resposta? Você aceita ou não se casar comigo?

Dez anos depois
3668o Dia – 07 de setembro (parte 1)
X1: Então mamãe? O que você respondeu?
X2: Não seja boba! Se ela tivesse dito não, você não estaria aqui!
Nick: Crianças, não briguem! Pode deixar que eu conto como a mamãe jogou-se aos braços do papai.
Selly: Não se mete Nicholas! A história é minha!
Nick: Pensei que você estivesse contando a eles a nossa história.
Selly: Quem está contando sou eu, portanto a história é minha. Você é apenas um coadjuvante.
Nick: Fique sabendo que a última palavra ainda é minha. {Lancei a ele meu famoso olhar malvado.} Você tem toda razão, meu amor. {Que bom que meu olhar ainda funciona! Tudo bem, eu tive ajuda de mais vinte e dois pares de olhos, ansiosos por uma resposta diferente, menos “obediente”. Estou contando essa história porque hoje chegou meu vigésimo segundo filho. O vigésimo adotado; os outros dois são “fruto de minhas entranhas” (que coisa esquisita, não?), o meu casalzinho de gêmeos.}
Selly: Posso voltar a contar a nossa história agora, Nick?
Nick: Claro. Posso ouvir? {Ainda não sei como o aguento por tanto tempo!}
Selly: Bom, continuando…

Décimo Dia – 23 de agosto (parte 4 – continuação)

[Selly retirou de sua bolsa alguns papeis.]
Selly: Essas são as minhas passagens. A de trem até o Texas e a passagem aérea do Texas à New York. E se eu não chegar à estação em vinte minutos, vou perder o trem.
Nick: Então eu tenho que te impedir… {Com algo que eu definiria como desespero, Nick me beijou. Várias vezes, diga-se de passagem. E eu, obviamente, nada fiz para impedi-lo.} Ainda bem que deu tempo…
Selly: De…?
Nick: De te dizer que você é o amor da minha vida. Que você é tudo pra mim. Que eu simplesmente mais que amo você! Agora, me diz: você já está atrasada o suficiente pra desistir de ir embora e pra perceber que eu sou sua melhor opção?
Selly: Melhor opção?
Nick: Claro! Já pensou em ter que enfrentar várias filas de novo? Não é melhor ficar comigo, que já estou aqui, aos seus pés?
Selly: [ri] Sinto lhe informar que não se passaram sequer dez minutos.
Nick: Eu vou ter que… [é interrompido]
Selly: Não vai não. [rasga as passagens] Eu não vou a lugar algum. Não sem você. [o beija]
Nick: Isso quer dizer que…?
Selly: Sim, eu aceito me casar com você. [Nick a beija, mas Selly o interrompe com tapinhas no braço]
Nick: O que eu fiz?
Selly: Além de me fazer percorrer a cidade inteira atrás desses benditos bilhetinhos?! Nada! [o beija] Vamos ter que plantar quase uma floresta para compensar a quantidade de gás carbônico que eu joguei na atmosfera por sua causa!
Nick: Como você consegue pensar em ecologia quando deveria estar pensando em nosso casamento?
Selly: Não se preocupe! Não é a toa que sou arquiteta, eu rapidamente vou resolver mais esse probleminha. Por exemplo, o problema das árvores… Já tenho a solução.
Nick: E qual é?
Selly: [entrega os outros papeis a Nick] Que tal um pomar perto da nossa casa?
Nick: Uau! Você realmente fez os vinte e dois quartos?!
Selly: Há muitas crianças que precisam de pais. Já que você quer montar um time de futebol, por que não adotar pelo menos vinte dessas muitas crianças?
Nick: [sorrindo, a beija] Mesmo que a perfeição não exista, você chegou muito próximo a ela. Mas, eu tenho uma pergunta: onde você pretende construir essa casa? Não conheço nenhuma área tão grande aqui em Disnecity, a não ser minha fazenda. Quer dizer, minha não. Ela foi vendida ontem à noite…
Selly: Eu acho que aquela área descampada, que você não sabia o que fazer com ela, será perfeita para construirmos nossa casa.
Nick: Qual parte do “a fazenda foi vendida ontem” você não entendeu? Eu nem sei quem a comprou, se não eu poderia tentar recomprá-la, mas…
Selly: Acho que você não vai precisar recomprar a fazenda. E eu sei quem a comprou.
Nick: Sabe? Como?
Selly: Prazer, Selena Marie Gomez. Sou a nova dona da fazenda.
Nick: Como assim?
Selly: Eu sei o quanto essa fazenda é importante pra você. Não ia permitir que um empresário idiota destruísse esses campos de flores para construir mais um shopping inútil! Isso sem contar que, como você mesmo disse, nenhum outro lugar aqui tem espaço suficiente para construir nossa casa.
Nick: [a beija] Eu te amo!
Selly: Eu sei! [o beija rapidamente] Também te amo…
Nick: Isso não vai atrapalhar a sua contagem para tentar me esquecer?
Selly: Nem se eu dissesse um zilhão de vezes que não te amo, eu não iria conseguir te esquecer. Porque eu te amo, e isso não é mentira.

Comentário da autora: Sem comentários! *_*
Não percam o epílogo, a última postagem de My Love of the Past!
Mil beijos a todos!
Deise Guimarães }¡{
Respondendo aos seus comentários:
Danny Love Nelena: Bem vinda ao blog! Que bom que você gostou! Pena que está chegando ao fim... Não deixe de comentar, tá?!
Ana’: Obrigada, que bom que você gostou! Estamos no finalzinho já... Comente, viu?!
Agata: Calma, postado já! Mate a sua curiosidade e depois comente! Beijos...
Luuh e Leeh: Obrigada! Postado, divirta-se e comente!
Xandinha: Calma, postado! Mate a sua curiosidade e depois comente! O próximo post será o final!
Larissa: Obrigada! Que bom que você gostou! Postado aqui, comente, tá?! Beijos...
New Dream: Que bom! Obrigada, postado e não se desespere, mate a sua vontade de ler... Beijos...
 
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